Produção de eventos: passado, presente e futuro

Postado por Agatha Moreira em 13/jul/2020
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Eventos Universitários

Dessa vez convidamos o Felipe Marreco, Sócio do Major Lock e Behub Criativo com vastas experiências em eventos, para falar sobre o passado, presente e futuro da produção de evento:

  • O que pode ser feito?
  • Como se posicionar para tentar contornar a crise
  • Mercado de artistas

“Faculdade de produções de eventos é a faculdade da vida.”

“Produção de eventos é começar, ir aprendendo e ajustando, não há receita”

Marreco conta que no início da pandemia estava bem positivo e achou que fosse algo que passaria rápido. Começou a pesquisar mais sobre o assunto e os acontecimentos no mundo e percebeu que era hora de dar o primeiro passo para enfrentar a quarentena: fazer contas e planejamento.

Com o decorrer das notícias e eventualidades sobre a pandemia, Marreco diz que chegou a fazer mais três planejamentos e rasgar, por que não existe uma previsibilidade de retorno dos eventos e sem isso não há como planejar nada.

No final das contas, ele fez um planejamento voltado para o financeiro, baseado em datas e ordem de pagamento de acordo com a necessidade de cada funcionário. Foi tudo bem conversado e acordado com todos. Ele entende que tem pessoas que dependem exclusivamente de eventos para pagar as contas e tem tentado lidar da melhor forma para ajudá-los.

Apesar de saber da realidade dos eventos pausados, Marreco tomou algumas medidas para amenizar o caos que a pandemia vem causando nesse mercado. Ele fez algumas lives com os artistas que tocavam na Major, no entanto percebeu que não era a pegada deles, pois a Live não transmitia a experiência que eles realmente oferecem fisicamente.

Ele acrescenta que acredita que futuramente as Lives serão um plus para os shows presenciais, com um valor mais em conta, por exemplo, mas que jamais irão substituir o AO VIVO.

Para juntar o útil ao agradável ele vendeu o estoque de bebidas por delivery e tem alugado o Major para artistas e bandas que quiserem ensaiar ou fazer até mesmo fazer LIVES.

Apesar das Lives entreterem, Marreco acredita que vai chegar um momento em que as pessoas vão esgotar de ficar na tela do smartphone ou TV acompanhando. Até por que, em shows presenciais, a pessoa vive e sente a experiência podendo sentir o cheiro do ambiente, pegar nas coisas e literalmente fazer parte daquele momento, e as lives não proporcionam todas essas sensações. 

Antigamente o artista fazia vários shows no mês, monetizando em cada um deles, agora ele faz apenas uma Live e dependendo de patrocínio. 

 

Apesar disso, existe uma possível tendência de quando liberar os eventos isso aconteça de forma híbrida, quem tem melhores condições paga o ingresso presencial, quem tem menos compra o ingresso virtual.

Quais tendências para o mercado de artistas?

Pode acontecer devido a baixa demanda de shows presenciais com o cachê tradicionalmente mais alto, que os artistas já conceituados, baixarem seus preços, fazendo com que isso “oprima” os novos entrantes e novos talentos.

Pela fato de no início da carreira novos talentos cobrarem valores baixos e muitas vezes até tocarem gratuitamente para pegar experiência, fazer currículo e pegar contatos, vão enfrentar uma concorrência direta com quem já tem nome no mercado, contatos e experiência e pode cobrar um valor muito similar.

O mercado e os artistas tem que cuidar e olhar para essa classe em grupo, sem canibalismo para que a roda gire para todos e não haja uma competição sem sentido que acabe prejudicando à todos.

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